"Pesquisa é o processo de entrar em vielas para ver se elas são becos sem saída." (Marston Bates)

sábado, 27 de julho de 2013

SONDAGEM NASOGÁSTRICA


DEFINIÇÃO:

A Sonda Nasogástrica é um tubo de polivinil que quando prescrito, deve ser tecnicamente introduzido desde as narinas até o estômago. Sua finalidade está associada à maneira com ficará instalada no paciente. 



OBJETIVO DA SONDA NASOGÁSTRICA:

A maneira como ela estará instalada determinará seu objetivo. Pode ser aberta ou fechada.



SONDA NASOGÁSTRICA ABERTA:
Quando o objetivo é drenar líquidos intra-gástrico, a saber:
- esverdeado: Bile
- borra de café: bile + sangue
- sanguinolenta vivo
- sanguinolento escuro
- amarelado
Podemos exemplificar cirurgias onde no pós operatório se deseja o repouso do sistema digestivo e também em casos de intoxicação exógena, onde o conteúdo ingerido precisa ser removido rapidamente.



SONDA NASOGÁSTRICA FECHADA:
Utilizada com finalidade de alimentação, quando por alguma razão o paciente não pode utilizar a boca no processo de digestão. Ex: câncer de língua, anorexia, repouso pós- cirúrgico.




CUIDADOS COMA A ADMINISTRAÇÃO DA DIETA ENTERAL:
- manter o paciente em decúbito elevado.
- lavar a sonda com água destilada após a administração da dieta. 
- utilizar bomba de infusão para a administração da dieta; na infusão por gravidade se pode, inadvertidamente, administrar o volume da dieta muito rapidamente, causando cólicas, distensão abdominal e diarréia. 
- trocar as sondas de polivinil a cada três dias.
sonda intragástrica 
- verificar resíduo gástrico antes de cada infusão em bolus e a cada três horas na infusão contínua; se presente, descontar do volume a ser infundido.


MATERIAL:
Bandeja contendo:
- Sonda Nasogástrica (também chamada de Levine) de numeração 10, 12, 14, 16, 18 (adulto)
- esparadrapo
- xilocaína gel
- gaze
- par de luvas
- seringa de 20cc
-estetoscópio
- copo com água
- toalha de rosto de uso pessoal
Caso a Sonda Nasogástrica seja aberta adicione:
-extensão
- saco coletor.


TÉCNICA:

- explicar a procedimento ao paciente;
- colocá-lo em posição de Fowler;
- colocar a toalha sob o pescoço;
- calçar as luvas;
- abrir a sonda;
- medir o comprimento da sonda: da asa do nariz, ao lóbulo da orelha e para baixo até a ponta do apêndice xifóide. (FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM/ATKINSON).
- marcar o local com o esparadrapo;
- passar xilocaína gel aproximadamente uns 10 cm;
- introduzir a sonda s por uma das narinas;
- flexionar o pescoço aproximando ao tórax, pedindo ao paciente para realizar movimentos de deglutição;
- introduzir a sonda até o ponto do esparadrapo;
- fazer os 3 testes: pegar a ponta da sonda e colocá-la em um copo com água, se borbulhar, retirar a sonda, pois ao invés de estar no estômago, está no pulmão; pegar a ponta da sonda, encaixar a seringa e aspirar se vier líquido, a sonda está no lugar certo; pegar o estetoscópio e auscultar.
    
  
 

COMPLICAÇÕES (PEDIATRIA): 

A ocorrência de complicações está diretamente relacionada ao grau de envolvimento e de entrosamento entre as equipes médica, de enfermagem e de nutrição. a experiência mostra que a nutrição enteral com técnica adequada, dietas apropriadas, conscientização do médico e monitoração contínua por parte da enfermagem é um método seguro e efetivo para o fornecimento integral das necessidades energético-protéicas das crianças gravemente doentes.

As complicações podem ser mecânicas, gastrointestinais e metabólicas. 


* Complicações mecânicas se devem, basicamente, ao posicionamento errado da sonda. 

* Complicações referentes ao trato gastrointestinal se relacionam, fundamentalmente, à osmolalidade e à velocidade de infusão da dieta. 

* Complicações metabólicas se relacionam à inadequação da fórmula e ao modo de infusão da dieta. O emprego de fórmulas com alta osmolalidade e a falta de oferta hídrica em pacientes com alteração do nível de consciência pode causar desidratação, uremia e hipernatremia. O alto teor de carboidratos de algumas fórmulas, associado ao aumento da resistência periférica à insulina em pacientes hipercatabólicos, pode provocar hiperglicemia. Desse modo, considera-se necessário monitorar tais parâmetros bioquímicos, no sentido de prevenir ou minimizar tais complicações. 


Nas tabelas 6, 7 e 8 estão resumidas as complicações mais frequentes, suas prováveis causas e o tratamento. 





FONTES:

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1251882163704087525#editor/target=post;postID=5962460736508455003

http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=793


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