"Pesquisa é o processo de entrar em vielas para ver se elas são becos sem saída." (Marston Bates)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O que é: CETONA , CETOACIDOSE e HÁLITO CETÔNICO

1. CETONA ... O QUE É?

As cetonas são compostos orgânicos caracterizados pela presença do grupamento —C(=O)—, carbonila, ligado a dois radicais orgânicos. Apresentam uma fórmula geral R—C(=O)—R', em que R e R' podem ser iguais (cetonas simples ou simétricas) ou diferentes (cetonas mistas ou assimétricas); alifáticos ou aromáticossaturados ou insaturados. R e R' podem também estar unidos. Nesse caso, compõem um ciclo (cetonas cíclicas).

A presença de cetonas seja em medições na urina e no sangue é muito perigosa e pode levar o diabético a um coma por cetoacidose, sendo que o tratamento da mesma deve ser feito no hospital, pois requer hidratação do paciente, além de reposição e normalização de eletrólitos e regulação dos níveis de glicemia.


2. O QUE É ... CETOACIDOSE?

O corpo utiliza glicose como fonte de energia.

A insulina ajuda a transferir a glicose do sangue para as células do corpo de forma que ela possa ser usada como fonte de energia.

Quando há falta de insulina e o corpo não consegue usar a glicose como fonte de energia, as células utilizam outras vias para manter seu funcionamento. 


É assim que os hormônios cortisol, adrenalina e glucagon entram em ação e promovem a formação de mais glicose pelo fígado através da utilização do tecido adiposo (gordura). Nesse processo de quebra da gordura são produzidos alguns compostos chamados corpos cetônicos que também fornecem energia, juntamente com os ácidos B- hidroxibutírico e o ácido acetoacético. Esses dois últimos acidificam o sangue e é isso que traz enorme risco a vida.
Nessa condição o paciente vai apresentar uma glicemia muito alta podendo alcançar até 600mg/dL. Os sintomas iniciais são poliúria (urinar demais), muita sede e fome. Posteriormente o paciente irá evoluir com desidratação, ritmo cardíaco acelerado (sensação de 'batedeira'), pressão baixa, náuseas, vômitos, dor na barriga, fraqueza, confusão mental e o famoso hálito cetônico que é justamente o cheiro de cetonas proveniente desses ácidos que estão aumentados no sangue.
Essa acidez é extremamente desfavorável para o organismo, porque a maioria das reações químicas que acontecem a cada segundo em nossas células depende de uma faixa muito estreita de pH. Isso significa que o grau de acidez não pode variar muito.

Sempre que o nível de glicose no sangue estiver acima de 240 mg/dl durante alguns dias, é importante testar o nível de cetonas.

A cetoacidose diabética é uma complicação aguda grave, potencialmente mortal.

Acontece em diabéticos do tipo 1 e muito raramente no tipo 2. Se não tratada, leva os pacientes a óbito em 100% dos casos, porém, se tratada corretamente, menos de 5% dos acometidos terão esse desfecho triste.

cetoacidose-diabetica

POR ISSO É MUITO IMPORTANTE O CONHECIMENTO DESSA CONDIÇÃO POR TODOS OS DIABÉTICOS E PELOS SEUS CUIDADORES.

O TRATAMENTO:
É feito com reposição de líquidos através do soro fisiológico, insulina na dose correta e potássio que se encontra diminuído no sangue devido à grande quantidade de urina eliminada.  A falta de potássio pode levar a sérias arritmias cardíacas que geralmente levam ao óbito. Por isso é muito importante que o tratamento seja realizado pela equipe médica o mais rápido possível.

3. HÁLITO CETÔNICO ...  O QUE É?

A glicose é a fonte primeira de energia para as nossas células, principalmente para as de nosso cérebro e músculos.

Entretanto, no caso de diabetes e jejum prolongado, o organismo identifica a falta de suprimentos e busca outras formas de obter energia. Assim, para obter a glicose, utiliza moléculas de oxaloacetato para entrar na via da neoglicogênese a fim de disponibilizá-la.

Há, também, a quebra de ácidos graxos para obtenção de energia. Nesse processo, há a liberação da acetil coenzima A.

Como esta última só consegue entrar no Ciclo de Krebs se unindo ao oxaloacetato, é degradada a corpos cetônicos: acetoacetato, beta-hidroxibutirato e acetona. 

O fígado é o principal órgão que produz tais substãncias. Estas vão de suas mitocôndrias para o sangue, que as transporta. A produção excessiva destes compostos é denominada CETOSE, podendo causar acidez sanguínea - CETOACIDOSE - a longo prazo.

A acetona, dificilmente oxidada e volátil é eliminada pela urina (cetonúria) e expelida pela boca, conferindo um odor característico, bastante similar ao de frutas envelhecidas, denominado HÁLITO CETÔNICO.

Há 03 circunstâncias que isto ocorre: 


1- Quando a pessoa está muito tempo de jejum.
2- Se sua dieta é rica em gorduras e pobre em açúcares.
3- sofre de diabetes melito.



FONTES:
  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Cetona
  2. http://quimicanomundo.blogspot.com.br/2008/08/voc-tem-hlito-cetnico-o-que-isso-mesmo.html
  3. http://www.brasilescola.com/biologia/o-que-halito-cetonico.htm
  4. http://www.walterminicucci.com.br/topicos/13-diabetes/66-cetoacidose-diabetica

domingo, 6 de janeiro de 2013

Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC)


A Iniciativa Hospital Amigo da Criança – IHAC – foi idealizada em 1990 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo UNICEF para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. O objetivo é mobilizar os funcionários dos estabelecimentos de saúde para que mudem condutas e rotinas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce. Para isso, foram estabelecidos os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno.

Dez Passos Para o Sucesso do Aleitamento Materno
1. Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, a qual deve ser rotineiramente transmitida a toda a equipe do serviço.
2. Treinar toda a equipe, capacitando-a para implementar esta norma.
3. Informar todas as gestantes atendidas sobre as vantagens e o manejo da amamentação.
4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto.
5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos.
6. Não dar a recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que tenha indicação clínica.
7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia.
8. Encorajar a amamentação sob livre demanda.
9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas.
10. Encorajar o estabelecimento de grupos de apoio à amamentação, para onde as mães devem ser encaminhadas por ocasião da alta hospitalar.
Em 2001, dez anos após o lançamento do programa, havia 31 mil estabelecimentos qualificados como "amigos da criança" por terem conseguido implantar com sucesso os dez passos. No Brasil, a iniciativa foi adotada pelo Ministério da Saúde em 1992. Em 2012, havia 335 hospitais com esta qualificação.

FONTES: 
  1. http://www.unicef.org/brazil/pt/activities_9994.htm
  2. http://pt.wikipedia.org/wiki/Iniciativa_Hospital_Amigo_da_Crian%C3%A7a

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SONDAGEM VESICAL

CONCEITO:


É a introdução de uma sonda ou cateter que pode ser realiza através da uretra ou por via supra-púbica, até a bexiga a fim de retirar a urina, com o objetivo de remoção da urina.

VIA URETRAL: 

VIA SUPRA-PÚBICA:


INDICAÇÕES:

- Quando o paciente está impossibilitado de urinar;
- Para colher urina asséptica para exames;
- No preparo pré-parto, 
pré-operatório e exames pélvicos (quando indicados);
- Em pacientes com incontinência urinária;
- Diagnóstico de estenose: (estreitamento anormal de um vaso sanguíneo, outro órgão ou estrutura tubular do corpo);
- Administração de fármacos intravesicais;
- Mielomeningocele (defeito congênito em que a espinha dorsal e o canal espinhal não se fecham antes do nascimento. A doença é um tipo de espinha bífida.).

O cateterismo vesical pode ser denominado de duas maneira, que são de acordo com sua função e tempo de permanência:

Sondagem de Alívio: quando existe uma retirada da sonda após o procedimento
(ex: bexiga neurogênica).

Sondagem de Demora: quando há necessidade de estender por no máximo 15 dias a permanência do cateter.

    OBS: Em casos de cateterismo vesical de demora, a bexiga não se enche 
nem se contrai para seu esvaziamento, perdendo com o tempo um pouco de sua tonicidade e levando a incapacidade de contração do 
músculo esfíncter uretral interno.


CONTRAINDICAÇÕES:

Existem algumas situações que evita-se o cateterismo uretral pelo risco de complicações, são elas:

·         Traumatismo de períneo, com ou sem fraturas de ossos pélvicos;
·         Dificuldade de passagem da sonda;
·         Processos infecciosos na região;
·         Falta de cateteres urinários apropriados;
·         História de cirurgia na uretra.

OBS: Nessas situações opta-se pela sondagem suprapúbica.



COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO USO DE CATETERES URINÁRIOS:

Agudas: Infecções urinárias sintomáticas associadas a curta permanência do cateter, podendo incluir quadros de hipertermia, pielonefrite aguda podendo o paciente evoluir para sepse e morte.

Crônicas: urinárias sintomáticas associadas a longa permanência do cateter, incluindo obstrução do cateter, cálculos urinários, infecções periurinárias localizadas, inflamações renais crônicas e após muitos anos, câncer de bexiga.

Seguramente, o cateterismo vesical constitui o procedimento médico mais amplamente praticado e segue sendo de inestimável valor para o diagnóstico e tratamento de vários processos patológicos. No entanto, a sua execução pode ter sérias complicações, se realizada sem os cuidados básicos da instrumentação urológica.

Bacteriúria invariavelmente acompanha o cateterismo vesical de longa duração.


Muitos fatores têm sido identificados 
como responsáveis pela alta prevalência de bacteriúria associada ao cateter, como o sexo feminino, idade avançada, comorbidades (fatores de risco inalteráveis); e indicação de cateterização, duração da cateterização, cuidados com o cateter e 
sistema de drenagem e contaminação cruzada (fatores de risco alteráveis).






Estratégias efetivas para reduzir a incidência de infecções associadas ao cateter incluem inserção estéril e cuidados com o cateter, remoção o mais precoce possível e o uso de um sistema de coleta fechado. 


Episódios sintomáticos de infecção em pacientes com cateteres devem ser tratados com agentes antimicrobianos, como recomendado para infecções complicadas do trato urinário. Tratamento de bacteriúria assintomática aparentemente tem pouco benefício em pacientes com cateteres.





CATETERISMO FEMININO:

CATETERISMO MASCULINO:

CATETERISMO SUPRA-PÚBICA:

FONTES:

  1. http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/361.pdf
  2. http://enfermagembydiogo.blogspot.com.br/2012/03/cateterismo-vesical.html

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

DIABETES MELLITUS (DM)



Diabetes mellitus é uma doença  metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue.  
A glicose é a principal fonte de energia do organismo porém, quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.
  
Diabetes é uma doença bastante comum no mundo, especialmente na América do Norte e norte da Europa, acometendo cerca de 7,6% da população adulta entre 30 e 69 anos e 0,3% das gestantes. 
Estima-se que 11% da população brasileira com mais de 40 anos sejam portadores de DM (cerca de 5 milhões e meio de pessoas!).
Porém cerca de 50% dos portadores de diabetes desconhecem o diagnóstico até que apareçam os sinais de complicações. Daí a importância da identificação de casos não diagnosticados de diabetes visando ao seu tratamento, antes do aparecimento das complicações. 
 

CONHECENDO UM POUCO MAIS 
SOBRE O/A DIABETES:
 (a palavra tanto pode ser feminina como masculina)

Pode ser definida como uma síndrome de etiologia múltipla, resultante da falta de insulina ou da capacidade de esse hormônio exercer adequadamente seus efeitos. 

PÂNCREAS: 

 O pâncreas é uma glândula de aproximadamente 15 cm de extensão do sistema digestivo e endócrino dos seres humanos que se localiza atrás do estômago e entre o duodeno e o baço. Ele é tanto exócrino (secretando suco pancreático, que contém enzimas digestivas) quanto endócrino (produzindo muitos hormônios importantes, como: insulina, glucagon e somatostatina.

INSULINA: 

A insulina é apenas uma substância produzida pelo organismo humano e que, tendo sua produção comprometida, ocasiona a diabetes. No entanto, a insulina é muito mais que isso. Ela é um importante regulador metabólico do organismo, apresentando um amplo espectro de ações.


É um hormônio produzido nas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas endócrino e seu papel é intensificar o transporte da glicose do sangue para o interior das células, a partir da ligação da insulina às proteínas receptoras existentes na membrana da célula-alvo, como também é responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover o ingresso de glicose nas células. Esta é também essencial no consumo de  carboidratos, na síntese de proteínas e no armazenamento de lipídios (gorduras).

Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose acumula-se no sangue e na urina, destruindo as células por falta de abastecimento:DIABETES MELLITUS.

Para pacientes nessa condição, a insulina é providenciada através de injeções, ou bombas de insulina. Recentemente foi aprovado o uso de insulina inalada. 

Há alguns anos, havia o conceito tradicional de que o cérebro era insensível à insulina. No entanto, evidências recentes contradizem essa teoria. Descobriu-se que a insulina age no sistema nervoso central, sinalizando saciedade e diminuindo o apetite. Desse modo, é evidente que a insulina desempenha um papel decisivo no metabolismo da glicose e na regulação do balanço energético do organismo. Os níveis de insulina na corrente sanguínea sofrem contínuas variações, exercendo efeitos fisiológicos muito sensíveis no organismo. Verifica-se, então, a gravidade de distúrbios resultantes do descontrole desses níveis, como a própria diabetes.


GLUCAGON: 

glucagon ou glicagina é um hormônio produzido nas células alfa das ilhotas de Langerhans do pâncreas e também nas células espalhadas pelo trato gastrointestinal. É um hormônio muito importante no metabolismo dos hidratos de carbono. 

O seu papel mais conhecido é aumentar a glicemia (nível de glicose no sangue), contrapondo-se aos efeitos da insulina. O glucagon atua na conversão da ATP (trifosfato de adenosina) a AMP -cíclico, composto importante na iniciação da glicogenólise, com imediata produção e libertação de glicose pelo fígado.

A palavra glucagon deriva de gluco, glucose (glicose) e agon, agonista, ou agonista para a glicose.

SOMATOSTATINA:

A somatostatina é um hormônio protéico produzido pelas células delta do pâncreas, em lugares denominados ilhotas de Langerhans. Intervém indiretamente na regulagem da glicemia, e modula a secreção da insulina e glucagon. A secreção da somatostatina é regulada pelos altos níveis de glicose, aminoácidos e de glucagon. Seu déficit ou seu excesso provocam indiretamente transtornos no metabolismo dos carboidratos.

A somatostatina é secretada em diversos lugares:
  • estômago
  • intestino
  • células delta do pâncreas
  • hipotálamo 
 

CLASSIFICAÇÕES:  

I. Diabetes mellitus tipo 1. 

O DM1 é o tipo de diabetes predominante na infância e na adolescência, a idade em que ela se inicia geralmente é de 10 aos 14 anos (pico de incidência). Porém, a incidência (número de casos novos) do DM2 está aumentando nesta faixa etária nos últimos anos.
O diabetes tipo 1 resulta da destruição das células beta do pâncreas – células produtoras de insulina. Esta destruição é mediada por respostas auto-imunes celulares. Ou seja, o próprio organismo destrói suas células, levando ao aumento da glicose no sangue por déficit absoluto de produção de insulina.
As manifestações clínicas na infância e na adolescência variam desde a cetoacidose – que muitas vezes é o evento inicial da doença, até uma hiperglicemia pós-prandial. As manifestações podem ser desencadeadas pela presença de infecção ou outra condição de estresse ao organismo. Apesar de rara na apresentação inicial, a obesidade não exclui o diagnóstico de DM1.
O DM1 associa-se com relativa freqüência a outras doenças auto-imunes como tireoidite de Hashimoto, doença celíaca, doença de Graves, doença de Adison, vitiligo e anemia perniciosa. Recomenda-se investigar rotineiramente a doença auto-imune da tireóide e, se possível, também a doença celíaca nas pessoas que têm DM1, devido a sua maior prevalência (número de casos existentes de determinada doença).

II. Diabetes mellitus tipo 2.

O DM2 é considerado uma das grandes epidemias do século XXI e afeta quase 90% das pessoas que têm diabetes, sendo o tipo mais comum.
Ocorre quando o nível de glicose (açúcar) no sangue fica muito alto. A glicose é o combustível que as células do corpo usam para obter energia. O diabetes  tipo 2 ocorre quando não há produção suficiente de insulina pelo pâncreas  ou porque o corpo se torna menos sensível à ação da insulina  que é produzida - a chamada resistência à insulina. A insulina  ajuda o corpo a levar a glicose para dentro das células.
Os sintomas incluem aumento da freqüência urinária, letargia, sede excessiva e aumento do apetite – muitas vezes não acompanhado de ganho de peso.
É uma doença crônica que pode causar complicações à saúde; incluindo insuficiência renal, doenças do coração, derrame (acidente vascular cerebral) e cegueira.

Fatores de risco para diabetes tipo 2:
  • Idade > 45 anos;
  • Antecedentes familiares de diabetes (pai ou mãe);
  •  Inatividade física;
  • História prévia de diabetes gestacional ou de feto macrossômico (alto peso ao nascer);
  • Sobrepeso - IMC > 25 Kg/m²;
  • Obecidade central - cintura abdominal > 102 cm em homens e > 88 cm em mulheres;
  • Hipertensão arterial - PA _> 140/90 mmHg;
  • Dislipidemia - HDL < 35 mg/dl e/ou triglicerídeos > 150 mg/dl;
  • Dooença cardiovascular, cerebrovascular ou vascular periférica.

É POSSÍVEL PREVENIR ou RETARDAR O APARECIMENTO DO DIABETES TIPO 2 por meio da promoção de MEV, em especial através de redução do peso corporal, mudanças na alimentação e atividade física regular.

III. Outros tipos específicos:
  1. Defeitos genéticos da função da célula β
  2. Defeitos genéticos da ação da insulina
  3. Doenças do pâncreas exócrino
  4. Endocrinopatias
  5. Indução por drogas ou produtos químicos
  6. Infecções
  7. Formas incomuns de diabetes imuno-mediado
IV. Diabetes gestacional:
diabetes gestacional

O diabetes gestacional é o alto nível de açúcar no sangue (diabetes) que começa ou é diagnosticado durante a gestação. 
Os hormônios da gravidez podem impedir que a insulina cumpra sua função. Quando isso acontece, os níveis de glicose podem aumentar no sangue da gestante. 

Elevação da glicose no corpo da mãe pode levar ao aumento de peso no bebê
 
Corre mais risco de ter diabetes gestacional se:
  • Estiver com mais de 25 anos ao engravidar
  • Possuir histórico familiar de diabetes
  • Tiver dado à luz um bebê com mais de quatro quilos ou com algum defeito de nascença
  • Apresentar açúcar (glicose) na urina quando fizer uma consulta de pré-natal periódica
  • Tiver hipertensão
  • Apresentar líquido amniótico em excesso
  • Tiver passado por um aborto espontâneo de causa indeterminada ou tiver tido um natimorto (feto que morreu dentro do útero ou durante o parto)
  • Estava acima do peso antes de engravidar
SINTOMAS da Diabetes:

Os sintomas do aumento da glicemia são: 
  • sede excessiva (polidipsia)
  • aumento do volume urinário (poliúria) e do aumento da frequencia de micções (polaciúria), 
  • hábito de urinar durante a  noite,  
  • fadiga
  • fraqueza,  
  • tonturas
  • visão borrada, 
  • aumento de apetite (polifagia)
  • perda de peso.
Estes sintomas clássicos do diabetes muitas vezes passam despercebidos ou não são valorizados pelos portadores desta condição. 
Estes sintomas tendem a ir se agravando e podem levar a complicações severas e agudas como a cetoacidose diabética (no DM1) e o coma hiperosmolar (no DM2), caso a doença não seja diagnosticada, nem tratada.
Os sintomas das complicações que ocorrem a longo prazo, ou seja, aquelas decorrentes da hiperglicemia mantida ao longo dos anos, envolvem alterações visuais, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas, ortopédicas e problemas cardíacos.

DIAGNÓSTICO:

Além dos sintomas e sinais clássicos da doença, que podem não estar presentes precocemente, o diagnóstico laboratorial do Diabetes mellitus é estabelecido pela medida da glicemia no soro ou plasma, após um jejum de 8 a 12 horas e também pela dosagem da glicemia 2 horas após sobrecarga com glicose (glicemia 2 horas após-sobrecarga). O diagnóstico sempre deve ser confirmado com uma segunda medida.

Os parâmetros para o diagnóstico de diabetes são:

Critérios para a presença de anormalidades da tolerância à glicose, segundo a ADA-2005:

 Diagnósticos
 Glicemia de Jejum
 Glicemia pós-prandial
(2h após 75 g de 
glicose anidra)
Glicemia Normal
 < 110 mg/dl
 < 140 mg/dl
 Glicemia de jejum alterada (GJA)
 100-125 mg/dl
 -
 Tolerância à glicose diminuída (TGD)
> 110 mg/dl e
 < 126 mg/dl
 140-199 mg/dl
 Diabetes Mellitus*
 >126 mg/dl
> 200 mg/dl

  •  Verificação de glicemia capilar:  A principal forma de verificar o controle do diabetes é o monitoramento da glicemia no sangue. 
    A verificação de glicemia capilar tem como finalidade fornecer subsídio para a Atenção Farmacêutica e o monitoramento da terapia medicamentosa, visando à melhoria da qualidade de vida, não possuindo, em nenhuma hipótese, o objetivo de diagnóstico.
 Algumas dicas importantes antes de suas verificações:

- O jejum deve ser de no mínimo 8 horas. Com menos tempo de jejum, pode-se obter resultados elevados;
- Jejum maior que 12 horas também influencia no resultado, podendo tanto mostrar resultado baixo (hipoglicemia) como alto (hiperglicemia);
- A realização desse exame deve ser, preferencialmente, pela manhã;
- O paciente não deve realizar esforço físico antes da realização do exame; longas caminhadas, por exemplo, podem alterar o resultado;
- Não se deve realizar o exame após a ingestão de bebidas alcoólicas.
- Existe também o teste de glicemia pós-prandial, que tem sido solicitado por médicos. Nesse caso é recomendado que a coleta seja realizada 2 horas após o início da refeição.
 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM 
NO ACONSELHAMENTO, 
ACOMPANHAMENTO E 
CONTROLE DO DM:

O cuidado integral de enfermagem com empatia e acolhimento, envolvendo os familiares e até mesmo a participação dos amigos, certamente é um facilitador.
O paciente e a família devem ser alvo de ações de educaçãopara a saúde, visando a mudanças no estilo de vida, o ensino para o autocuidado e o monitoramento.
Em razão da possibilidade de complicações, o paciente diabético precisa ser monitorado através de consultas ambulatoriais a cada 3 meses, até alcançar níveis glicêmicos adequados, e depois a cada 6 meses.
Também realiza outras ações e orientações no ambulatório e no hospital, listadas a seguir:
  1.  Verificar periodicamente o peso, a cintura abdominal, a relação cintura-quadril, a pressão arterial e os pulsos periféricos;
  2.  Desestimular a ingesta de álcool e o tabagismo;
  3. Estimular a prática de atividade física regular aeróbica;
  4. Orientar quanto a ingestão de líquidos antes e após os exercícios;
  5. Orientá-los a carregar uma identificação e uma fonte de carboidratos para uso em caso de sinais de hipoglicemia;
  6. Orientar e/ou realizar cuidados com os pés;
  7. Orientar e/ou realizar cuidados com a higiene;
  8. Orientar os cuidados com a alimentação;
  9. Verificar glicemia capilar;
  10. Monitorar o controle glicêmico a médio prazo através de exame laboratorial da hemoglobina glicada ou glico-hemoglobina e da glicemia de jejum a cada 3 meses. 
FONTES:
  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabetes_mellitus
  2. Enfermagem Clínica -  Regina Trino Romano (SENAC)
  3. http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A2ncreas
  4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Insulina
  5. http://bioinsulina.blogspot.com.br/2009/11/conceitos-fundamentais.html
  6. http://pt.wikipedia.org/wiki/Glucagon
  7. http://pt.wikipedia.org/wiki/Somatostatina
  8. http://www.abc.med.br/p/diabetes-mellitus/22360/diabetes+mellitus.htm
  9. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/diabetes-gestacional
  10. http://www.soumaisfarma.com.br/samba/servicos/verificacao-de-glicemia.html

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ENFERMEIRA...

Não anda, deambula.
Não se acha, tem disposição para o auto-conceito melhorado.
Não se apaixona, tem reações químicas induzidas pelas respostas emocionais.
Não dorme, tem queda de consciência.

Não dá mole, oferece apoio emocional.
Não lava as mãos, faz antissepsia.
Não bebe, aumenta a ingesta hídrica.
Não chora,produz secreções lacrimais.Não dá conselho, faz orientação.
Não fica triste, tem campo de energia perturbado.
Não faz xixi, tem micção espontânea.
Não fofoca, faz anamnese.Não cai, tem queda da própria altura.
Não tem insônia, tem padrão de sono perturbado.
Não tem desejo sexual, tem aumento da libido.
Não tem TPM, tem síndrome do estresse por mudança.
Não se acha feia, tem baixa auto-estima situacional.
Não se machuca, tem integridade da pele prejudicada.
Não usa dicionário, usa o NANDA.
Não fica bêbada, fica desorientada auto e alopsiquicamente.
Não anda de carro, anda de ambulância!!!






quarta-feira, 7 de novembro de 2012

SÍNFISE PÚBICA




sínfise pubiana, também denominada sínfise púbica, trata-se da articulação responsável por unir os ramos direito e esquerdo do osso pubiano.

O osso púbico é a parte frontal da pélvis. A sínfise púbica é a articulação do centro desse osso. É uma articulação semimóvel que une o púbis formando a bacia (cintura pélvica), que é composta pelo sacro e cóccix, e dois ossos do quadril, que por sua vez, cada osso, é composto por três ossos compactados: ílioísquio e o osso púbico. 


As principais funções da sínfise púbica são absorver choques durante a caminhada e, nas mulheres, permitir  a passagem do bebê durante o parto normal.

Durante a gravidez, o corpo da mulher segrega hormonas (relaxina e progesterona) que permitem que as ligações sejam mais flexíveis, de forma a que os ossos pélvicos se possam expandir um pouco e criar, assim, mais espaço para que o bebé passe durante o parto. Esta maior flexibilidade, junto com uma maior pressão nas articulações e nos nervos à medida que o bebé cresce, causa a dor que sente.

Dentre as desordens que acometem a sínfise púbica estão:
  • Osteodistrofia renal, que leva a um alargamento da sínfise;
  • Ocronose, que resulta em depósito de cálcio na sínfise;
  • Espondilite anquilosante, levando à fusão óssea da sínfise;
  • Osteíte púbica, que é o tipo de inflamação mais comum nessa região;
  • Doença articular degenerativa da sínfise, que pode ocasionar uma instabilidade ou movimentos pélvicos anormais.

FONTES: